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  • QUER ESTAR EM SALA DE AULA? TEACH FOR PORTUGAL INVESTE EM FORMAÇÃO DE EXCELÊNCIA. SAIBA COMO CONCORRER A UMA VAGA.

    Agentes de Mudança: Formação de excelência pra forjar educadores à altura do futuro. Foto: Academia de Verão, 2024/2025 Fonte: Divulgação T4PT Parte da rede global "Teach for All", a Teach For Portugal (TFP) tem uma missão audaciosa: combater a desigualdade educacional, atraindo talentos para as escolas mais desfavorecidas. Não se trata apenas de preencher vagas, mas de injetar uma nova energia, uma nova perspetiva. O programa é rigoroso e transformador: a Teach For Portugal recruta indivíduos de diversas origens, oferece uma formação intensiva e os coloca em escolas por um período de dois anos, com um programa remunerado e dedicado. Em entrevista com Inês Couto, da primeira geração de mentores, o Nem1SemProfessor procurou perceber como acontece todo o processo, do recrutamento, treinamento, da experiência nas escolas até o destino final dos profissionais que entram no programa. Os recrutados podem atuar como professores ou mentores . Entenda como acontece essa jornada para cada grupo: Em ambos os casos, recebem formação que os tornam agentes de mudança, desenvolvendo competências pedagógicas e de liderança que reverberam muito além da sala de aula. Não se trata de voluntariado, mas de um trabalho formal, tendo em vista a alta exigência de todo o processo, que pretende dar resposta a um problema complexo que é a educação em contextos desfavorecidos. Os resultados falam por si, e são um testemunho irrefutável do impacto da TFP: 98% dos professores consideraram a competência pedagógica dos mentores valiosa. 93% dos mentores ajudaram a variar as estratégias de aprendizagem. 81% dos professores e diretores recomendam o "Teach for Portugal". Para os profissionais que fazem parte do programa, as aprendizagens vão muito além dos aspectos pedagógicos. Os números que Inês aprensenta não são apenas estatísticas; são histórias de professores que se sentem menos sobrecarregados e mais apoiados, e de alunos cujo envolvimento é desbloqueado por novas perspetivas. Quem tiver interesse em fazer parte da formação precisa estar disposto a atuar em tempo integral nessa jornada. Inês lembra seu período de formação e revela que todos os participantes acabam o processo transformados. Uns seguem para a sala de aula, outros empreendem nas áreas em que perceberam maior necessidade. O Nem1SemProfessor quis saber como acontece o processo de recrutamento: Em 2026, a TFP está ativamente a recrutar em todo o país, com oportunidades inclusive em Lisboa e no Algarve, a procurar indivíduos interessados na educação, com uma mentalidade de crescimento e um compromisso inabalável com a equidade. O endereço para inscrição é: https://teachforportugal.org/carreiras Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • MYPOLIS OFERECE OPÇÕES DE JOGOS PARA DESPERTAR O GOSTO PELO EXERCÍCIO DA CIDADANIA EM TODAS AS IDADES

    Contemplado no Prémio Sonae, Bernado Gonçalves explica ao #Nem1SemProfessor, como os agrupamentos e escolas podem ter acesso a esse material. Recursos pedagógicos My Polis Fonte: divulgação Imagine tirar os jovens da inércia que o feed das redes sociais promove e fazer com que eles tenham impacto na vida da sua comunidade. Imagine que esse movimento também seja promovido entre os mais novos, de modo que, mesmo o cidadão conectado do futuro, não seja alienado, mas engajado com o que ocorre muito além das telas... Atrair os estudantes para a ação é um desafio para muitos professores que, além de lecionar sobre as disciplinas pelas quais são responsáveis, procuram desenvolver o ânimo de cidadãos e cidadãs ativos. Para dar aos docentes ferramentas que possibilitem que os alunos tenham uma vivência plena deste aprendizado, Bernardo Gonçalves e a equipe da MyPolis desenvolveram jogos, analógicos e digitais, que já são premiados por sua efetividade . No site encontramos um kit de desafios, o "Agentes da Cidadania"; uma " Escape room digital" de literacia democrática; um " Jogo do Orçamento Participativo Jovem" e outras opções, que atendem alunos de diferentes idades e de vários modos distintos. Contudo, a dinâmica da MyPolis vai muito além de oferecer recursos pedagógicos lúdicos aos professores: ela dá formações com duração de até três horas aos docentes, acesso à plataforma digital e suporte para a construção de ações que extrapolam os muros das escolas . O mais interessante nessas dinâmicas é que elas não se restringem à sala de aula e podem ter consequências na cidadania coletiva. Os estudantes impactam suas famílias, a sua escola e até outras escolas da região: Em alguns casos, as crianças e adolescentes conseguem ir ainda mais longe. Lara, aos 12 anos, por exemplo, trouxe para uma dessas aulas a sugestão que deu origem a uma feira solidária no Algarve que, na última edição, recolheu mais de uma tonelada de alimentos para carenciados e reuniu 18 mil participantes! Uma experiência marcante e empoderadora. Há muitos outros exemplos, como conta-nos Bernardo: Os Orçamentos Participativos Jovens (OPJ) Em parceria com as Câmaras Municipais, a MyPolis propõe os Orçamentos Participativos Jovens. Foi o que aconteceu em 2024 e 2025, com a Câmara de Portimão: a cidade convocou jovens com até 30 anos para apresentar ideias de mudança para o território. Depois de um período de inscrições, as ideias aprovadas passaram por uma votação pública. As vencedoras receberam, cada uma, até 25.000 euros de financiamento da Câmara Municipal de Portimão para a sua implementação. Você pode obter mais informações no site: opjportimao.pt Criada em 2018 por Bernardo Gonçalves, a MyPolis já envolveu mais de 60 mil jovens, que apresentaram mais de 5.000 propostas transformadoras, das quais mais de 300 já foram implementadas. No atual ano letivo de 2025/26, mais de 350 docentes participaram nas iniciativas da MyPolis. Depois do Prémio Sonae em 2024, a MyPolis foi a grande vencedora do Democracy Innovation Award 2025, atribuído no World Forum for Democracy, realizado no Conselho da Europa, em Estrasburgo, França. MyPolis Gerações Recentemente, a MyPolis tem desenvolvido projetos que ampliam o seu público-alvo. Um desses projetos é o MyPolis Gerações, que promove a colaboração entre jovens do 2.o e 3.o ciclos do ensino básico e seniores em situação de vulnerabilidade e/ou isolamento social, para impulsionar a transformação social nos territórios onde vivem. Este projeto intergeracional iniciou no ano letivo de 2024/2025 e, desde então, tem apresentado resultados muito positivos para os seus participantes, contribuindo para o reforço da coesão intergeracional e para a redução de barreiras à participação cívica. Além disso, o MyPolis Gerações introduziu uma forte componente afetiva e relacional nos programas da MyPolis. Em muitos casos, os seniores passam a ser vistos como verdadeiros “avós emprestadosˮ pelos jovens envolvidos no projeto, criando laços significativos entre gerações. MyPolis Gerações Fonte: Divulgação Com um projeto que acredita que a cidadania deve ser aprendida desde cedo e praticada por toda a vida, a MyPolis oferece soluções que unem escolas, Câmaras e comunidades. Como ter acesso O #Nem1SemProfessor quis saber: mas como uma escola ou agrupamento pode usufruir desses produtos e serviços, já que a maioria não possui muitos recursos financeiros? A essa questão, Bernardo respondeu: Para conhecer melhor a MyPolis, acompanhe as redes sociais @mypolis.eu no Facebook, Instagram, TikTok e LinkedIn. Para saber mais sobre outras iniciaitvas e não perder nenhum conteúdo novo, você  pode assinar nossa newsletter . Siga o #Nem1SemProfessor  no  Facebook .  Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • UMA EDUCAÇÃO INDIVIDUALIZADA, NUMA CRISE DOCENTE, É POSSÍVEL EM PORTUGAL ?

    A crise docente não é meramente uma questão numérica, mas um sintoma de um sistema que necessita de adaptação para reter e atrair talentos. Tim Vieira CEO da Brave Fonte: Divulgação Promover a inovação e o desenvolvimento de talentos não é uma missão somente para empreendedores. A educação também é um setor em que é necessária visão estratégica para atrair, reter profissionais e qualificá-los de modo que se tenha resultados de aprendizagem coerentes com o contexto que evolui cada vez mais rapidamente. Em tempos de crise docente, muitas vezes os esforços são orientados para o elementar: ter um professor em sala de aula. No entanto, se tirarmos o foco de colmatar essa falta específica, encontramos a oportunidade de pensar no sistema como um todo. Para ter uma perspetiva empreendedora, de um gestor de talentos, o #Nem1SemProfessor entrevistou o empresário e investidor luso-sul-africano, conhecido por sua participação no programa "Shark Tank Portugal", Tim Vieira. Tim decidiu empreender na área da educação depois da paternidade, mas a perceção da necessidade de inovação na educação começou antes: recebia nos seus empreendimentos profissionais com pouco senso crítico, sem as ferramentas sociais necessárias, que não foram preparados satisfatoriamente para a vida profissional. Percebeu, depois, que os interesses e habilidades dos próprios filhos poderiam ser desenvolvidos mais plenamente dentro de uma outra estrutura de educação, com uma metodologia que levasse em consideração o indivíduo. Ao iniciar a trajetória de empreendedorismo na educação, a primeira percepção de Tim foi a de que para inovar era necessário ter o aluno no centro , com uma educação mais individualizada e que incluísse as ferramentas digitais que fazem parte do contexto de socialização e das habilidades dessas novas gerações. Tim Vieira argumenta que a ênfase excessiva do sistema educativo, em especial o público, na infraestrutura física, em detrimento das necessidades pedagógicas e do bem-estar dos alunos e professores, contribui para um ambiente que pode desencorajar a responsabilidade individual e a busca por propósito. Esta análise sugere que a crise docente não é meramente uma questão numérica, mas um sintoma de um sistema que necessita de adaptação para reter e atrair talentos. O projeto também funciona sob uma nova perspetiva da profissão docente, com menos burocracia e mais foco tanto na produção das aulas, quanto no acompanhamento dos alunos. O modelo sugere uma redefinição do papel do professor, permitindo-lhe concentrar-se na sua função essencial de inspirador e mentor, o que pode ser um fator crucial para a atração e retenção de novos talentos na profissão. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, Educação de Qualidade, visa "assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos". A meta 4.c, em particular, foca-se em "aumentar substancialmente o número de professores qualificados". Ao redefinir o papel do professor para um foco inspirador e de coaching , e ao oferecer ambientes de trabalho flexíveis, o modelo pode tornar a carreira docente mais apelativa para novos talentos, incluindo profissionais de outras áreas. Tim defende que é uma visão simplista a ideia de que aliviar a carga burocrática é o melhor que se pode fazer pelos professores que já estão em sala de aula. Ele explica que dar ferramentas cognitivas e tecnológicas são parte essencial da construção da solução. A formação contínua e de excelência é essencial neste modelo, uma vez que a distinção entre criadores de conteúdo e learning coaches  permite uma especialização que pode levar a uma formação mais direcionada e eficaz para cada função. A avaliação contínua dos educadores, baseada no progresso do aluno, promoveria um ciclo de melhoria pedagógica. A integração ponderada da tecnologia pode otimizar os processos de aprendizagem e libertar os professores para funções de maior valor acrescentado, mitigando a pressão sobre os recursos humanos. Em síntese, o Modelo Brave Generation Academy (BGA) traz como proposta de solução para a crise na educação os seguintes elementos: Ambiente de aprendizagem flexível: Estruturas que promovem a colaboração e a autonomia. Papel dual do educador: Distinção entre os criadores de conteúdo e aqueles que dão acompanhamento individualizado do aluno, libertando ambos de excesso de tarefas administrativas. Personalização e autonomia: Ritmo de aprendizagem adaptado a cada aluno, com flexibilidade de horários e currículo ajustável. Aprendizagem baseada na experiência: Encorajamento da experimentação e da aprendizagem a partir do erro. Utopia ou realidade? Como levar o novo modelo para as massas? Há escolas em Portugal em que o problema é a falta de professores para determinadas disciplinas, mas há outras em que também co-existem outras demandas estruturais, como uma rede de internet ineficiente ou equipamentos obsoletos. Assim, pensar em modelos de educação que exigem eficiência humana e tecnológica pode soar a alguns como utópico. O #Nem1SemProfessor perguntou sobre como viabilizar que um modelo de educação mais eficaz seja implementado em larga escala. Entra em cena aqui, outro ODS, o 17, que valoriza as "parcerias para o desenvolvimento". Tim ressalta que a colaboração entre o setor privado (como a Brave) e o setor público é fundamental. O setor privado pode contribuir com financiamento, conhecimento em gestão e inovação, enquanto o Estado mantém a responsabilidade final pela reforma e pela implementação de políticas públicas que suportem estas inovações. Com o que viveu na Brave, Tim acredita na possibilidade de escalabilidade deste formato de educação, que poderia ser implementado inclusive no ensino público português: o modelo demonstrou capacidade de expansão, com 60 hubs  em nove países, e está a ser testado em escolas públicas na África do Sul para abordar a escassez de professores e a entrega curricular. A crise de professores em Portugal não é um desafio insuperável, mas exige uma vontade política urgente para implementar novas soluções. A mensagem é clara: é imperativo advogar por modelos que valorizem o bem-estar docente e permitam que a paixão pela inspiração dos alunos seja o foco principal. Para Tim, falta ainda coragem e vontade política para a adoção de abordagens inovadoras que possibilitem construir um futuro educacional resiliente e alinhado com os princípios de desenvolvimento sustentável. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • TECNOLOGIA TRAZ RESULTADOS POSITIVOS NA APRENDIZAGEM INDIVIDUAL

    Tecnologia otimiza trabalho dos professores e reduz perdas de aprendizagem Ambiente da Brave Generation Academy Fonte: Divulgação Tornou-se comum na atividade docente, em especial após o Convid-19, que os déficits de aprendizagem dos alunos acumulem-se ao longo do tempo. Muitos alunos não conseguiram acompanhar o que estava proposto no currículo e essas perdas não foram devidamente aferidas. Quando os professores recebem o educando em um novo ano letivo, fica cada vez mais difícil identificar os pontos mais fracos e dar o apoio necessário à recuperação. O resultado: os professores estão ainda mais sobrecarregados em recuperar aprendizagens durante o ensino de novos conteúdos. O professor Gonçalo Meireles argumenta que a falha em conseguir dar atenção individualizada ao aluno, acaba por limitar todos os tipo de estudantes: Entrevista em dezembro de 2025 Estamos a perder possíveis gênios da matemática, do português, do que eles desejassem ser... Essa incapacidade do sistema de educação acontece mesmo com esforço e total dedicação dos professores que, além das atividades pedagógicas, estão sobrecarregados com burocracia. O professor Gonçalo Meireles explica que a tecnologia pode ser usada com sucesso em otimizar o trabalho docente e a assimilação dos conteúdos. Essa é a conclusão de Gonçalo depois de trabalhar com a plataforma da Brave Generation Academy, que une conteúdos em diferentes formatos, a avaliações constantes e gamificadas, com a criação de perfis que permitem identificar as dificuldades específicas de cada aluno. A partir deste ano, a plataforma na qual Gonçalo Meireles trabalha pode ser implementada em escolas em diferentes regiões do país e a Brave Generation Academy já está em negociação com alguns municípios. Os contatos são: Email: contact@bravegenerationacademy.com Telefone: +351913578362 Esse blog é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa, no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • AIDA DE ALMEIDA: A professora com uma risada encantadora que começaria tudo de novo!

    Sabe bem ler boas histórias! Estar todos os dias em sala de aula é, como diz ela, uma missão. Além de lidar com as peculiaridades de cada criança: sua personalidade, história familiar, habilidades e dificuldades, precisa enfrentar falta de estrutura, mudanças constantes de local de trabalho e outros desafios. Aida de Almeida reformou-se mas continua em contato com as crianças e seu relato mostra a docência como vocação. Em meados da década de 70 Aida de Almeida Correia tinah dois caminhos a seguir: ir trabalhar em uma agência bancária ou seguir para o curso de professora. Escolheu o diploma e logo descobriu que a desejada independência estaria bem longe de casa. Entre as muitas escolas em que esteve, as condições não eram as ideais.  No inteiror do país, não havia estrutura nas escolas e nem para acesso. Ir e vir tornou-se uma aventura. Assim, Aida e suas colegas de profissão contavam sempre com o apoio da comunidade local: Estávamos sempre de boleia com o padeiro, o peixeiro, quem quer que passasse por ali. Entre uma gargalhada e outra, Aida conta que até para tomar um café havia sacrifícios. O Nem1SemProfessor perguntou à professora Aida quais as alegrias que teve nessa jornada. A resposta incluiu histórias delicadas de gentileza e de encanto com as descobertas dos miúdos , como a de um casal de irmãos muito pobres e negliegenciados, a quem os professores viram provar o primeiro iogurte e fazer o primeiro passeio. Em muitos contextos diferentes, os adultos mostraram-se essenciais ao trabalho da professora, por fazerem sua tarefa de casa: dar o exemplo em ensinar o respeito que a profissão merece. Depois de tanta correria, mudanças e egitação em décadas de atividade profissional, chegou a reforma. Aida não conseguiu estar longe das crianças. Em especial as que mais precisam de um olhar atento e carinhoso. Sua opção em se voluntariar criou polêmica entre algumas colegas, mas é o caminho que lhe tocou o coração: Quando pergutamos se ela teria feito escolhas diferentes, a resposta vem direta: Escolheria ser professora de novo e de novo. Com o bom e com mal. É o que sou. Essa matéria é a primeira de uma série de entrevistas com professores. Se quiser participar ou indicar um professor ou professora, escreva-nos. O Nem1SemProfessor é um observatório que tem como objetivo a comunicação positiva em prol da docência e sua consequente valorização. Siga o #Nem1SemProfessor  no  Facebook.  Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Também pode assinar nossa newsletter  para não perder nenhum novo conteúdo. Ao usar esse conteúdo, cite a fonte. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD

  • PRÉMIO SONAE EDUCAÇÃO OFERECE 150 MIL EUROS A PROJETOS DE EDUCAÇÃO. SAIBA COMO CONCORRER À PRÓXIMA EDIÇÃO.

    Vídeo de divulgação. Sonae Os projetos "Ler Sem Barreiras", "Skoola", "TUMO" e "Educação que Transforma" foram os projetos vencedores da terceira edição do Prêmio Sonae Educação 2025 . No ano anterior, Teach for Portugal, My Polis e Ciberescola foram os projetos vencedores da segunda edição do Prémio Sonae Educação 2024. O objetivo da iniciativa é apoiar projetos que "promovam abordagens educativas inovadoras e que por via da educação, qualificação ou requalificação contribuam para a mitigação de fatores de desigualdade ou exclusão, fomentando desta forma uma sociedade mais inclusiva, capacitada e resiliente". O prémio já distribuiu 400 mil euros nos últimos 3 anos. Em 2024, o valor teve um aumento significativo, passando de 100 mil euros para 150 mil euros . Para além do apoio financeiro a atribuir pelo Prémio, foi definido com cada vencedor o modelo de apoio não financeiro. Neste processo, a Sonae – SGPS, S.A. pode contribuir através da integração de voluntários, de processos de mentoria ou outros ajustados aos objetivos de cada projeto. Slide apresentado durante a premiação 2024 em 5 de novembro O projecto Ciberescola dedica-se ao ensino por videoconferência de Português Língua Não Materna . O projecto MyPolis Agentes 2.0 pretende, “através da gamificação e da inteligência artificial”, transformar as salas de aula em academias de participação, com vista ao “fortalecimento da democracia”. Já o projeto Teach For Portugal quer “quebrar ciclos de pobreza e de desigualdade educativa”, colocando mentores em escolas desfavorecidas e organizando workshops  de literacia financeira. Esta iniciativa distingue projetos que visam melhorar o acesso e a qualidade da educação em todas as fases do ciclo de aprendizagem. A novidade deste ano foi que as escolas públicas  também puderam candidatar-se, ampliando o alcance para incluir instituições públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos. Portugal tem muitos projetos excelentes e incentivamos que mais propostas sejam apresentadas. Prémio 2025 Os quatro projetos vencedores em 2025 têm diferentes perfis. Educação que Transforma propicia acesso e apoio à educação a crianças e jovens com perturbações do neurodesenvolvimento. Ler sem Barreiras promove o acesso à leitura a alunos com necessidades específicas. TUMO desenvolve competências digitais, sociais e artísticas, despertando o gosto por aprender e criando oportunidades de futuro para jovens dos 12 aos 18 anos. Skoola atua na inclusão social através da música. Interessou-se? Veja se seu projeto encaixa-se no perfil estabelecido pelo regulamento do Prémio: Projetos focados na criação de oportunidades de educação, qualificação ou requalificação, e que prevejam na sua atuação a inclusão de beneficiários em situação de desigualdade no acesso a estas oportunidades; Projetos focados no impacto, que procurem mudanças efetivas para os beneficiários e tenham como objetivo criar oportunidades no âmbito da educação, qualificação ou requalificação, seja ao nível do acesso a abordagens e conteúdos ou à aquisição de competências específicas; Projetos que priorizem a inovação, apresentando abordagens e modelos educativos, ferramentas, metodologias ou competências criativos e diferenciadores para enfrentar os desafios propostos no âmbito dos problemas identificados; Projetos que evidenciem potencial de escala ou replicação; Projetos que definam como indicadores de sucesso as melhorias conseguidas pelos beneficiários nos seus níveis de educação, qualificação ou requalificação e/ou emprego; Projetos que atuem em qualquer fase do ciclo de aprendizagem, da pré-escola ao reskilling no mundo do trabalho. Se este ano sua escola ou instituição não concorreu, o #Nem1SemProfessor explica todo o processo para que esteja preparado para a próxima edição: Cada entidade pode inscrever vários projetos, embora apenas um possa ser premiado. As candidaturas das edições anteriores estiveram abertas de maio a junho  e os vencedores foram anunciados entre outubro e novembro . A divulgação do resultado ocorreu nos sites oficiais da Sonae e do Prémio Sonae Educação . A EKUI , que desenvolveu uma metodologia inclusiva de comunicação e alfabetização, uma das vencedoras da primeira edição, é parceira do #nem1semprofessor e você pode conhecer melhor aqui. Celmira Macedo, fundadora da EKUI deixou um conselho a quem sonha em também ganhar o prémio Sonae: Entrevista concedida em outubro de 2024 O prémio homenageia o legado de Belmiro de Azevedo , fundador da Sonae, que sempre viu a educação como um fator crucial para o desenvolvimento social e individual. Aqui no site você vai conhecer muitas iniciativas como as que venceram a segunda e a terceira edições do Prémio Sonae. Também pode sugerir que entrevistemos algum projeto que conhece. Siga o #Nem1SemProfessor no  Facebook .  Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Também pode assinar nossa newsletter   para não perder nenhum novo conteúdo. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa,   no âmbito do projeto 2023.01746.BD . sPRÊMIO SONAE EDUCAÇÃO OFERECE 150 MIL EUROS AOS MELHORES PROJETOS  DE EDUCAÇÃO EM TODOS OS CICLOS DE APRENDIZAGEM

  • ENTENDA A CRISE DE PROFESSORES - COM DAVID JUSTINO

    O #Nem1SemProfessor busca inciativas em prol dos professores em Portugal e, para entender a fundo essa questão, é preciso compreender o contexto do que ocorre no país. O que está envolvido nesse "apagão" docente? A questão não é surpresa. A resposta, por sua vez, é complexa e necessária. Vamos iniciar esse reconhecimento de terrento com um olhar panorâmico da docência em Portugal. Para isso, ouvimos quem faz tanto ciência como política, o ex-ministro e professor catedrático na área de sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, David Justino. David foi professor e percebeu o início do desinteresse pela profissão docente. Quando era Ministro da educação, lidou com uma grande procura de jovens que queriam ser professores, mas grande parte deles estavam concentrados no norte do país. Essa situação não só permaneceu, como evoluiu, de modo que hoje, não só o interior, mas áreas metropolitanas de Lisboa e o sul do país estão com um grave déficit de professores. Entrevista concedida dia 19 de setembro de 2024 - parte 1 A falta de condições para exercer a profissão longe de casa consolidou um deserto docente no país. David Justino reconhece que mesmo antigamente já era difícil achar alojamentos perto das escolas e que o salário não compensava as distâncias. Ainda hoje, com auxílios de deslocação, é preciso oferecer mais segurança aos profissionais. A profissão precisa dar aos jovens em início de carreira a segurança necessária para que se estabeleçam e formem suas famílias. Há professores há dez, quinze, vinte anos em situação de contrato, sem poder vinculá-lo, sem ter alguma estabilidade que, aos poucos, contribua para que possam trabalhar mais próximos do lugar que desejam. Um cenário que perdura a décadas sem qualquer mudança significativa. Entrevista concedida dia 19 de setembro de 2024 - parte 2 Além das questões salariais e de estabilidade na carreira, o ex-ministro acredita que a falta de professores não seria tão grave se houvesse melhor gestão de recursos humanos e da rede. David reconhece que tem havido boa intenção, mas má administração. Ele aponta o tamanho das turmas, a ciração de novas disciplinas, a manutenção de cursos com baixíssima frequência como alguns exemplos. Entrevista concedida dia 19 de setembro de 2024 - parte 3 O Nem1SemProfessor quis saber se há algum projeto para incentivar a formação de docentes entre alunos que estão na altura de escolher a profissão nessas regiões em que há carência profissional, a fim de que futuramente o governo não precise pagar por deslocamentos e que os jovens possam trabalhar próximo às famílias, às casas em que residem. David explica que, com excessão de Lisboa e sua periferia, o deserto de professores ocorre em áreas em que existem poucas crianças, de baixa natalidade e nas quais não há jovens que permaneçam. A natalidade descresce nessas localidades desde os anos 60, o que torna a questão previsível ao planejamento. Quando Ministro, David Justino chegou a pensar em reformular o estatuto da carreira docente, mas relembra que, na época, não teve, sequer, parceiros para a conversa. Questões financeiras dificultavam a resolução do problema. Ele defende que o estatuto docente precisa ser revisto porque tem entraves à progressão na carreira que diminuem a atratividade da profissão. Além disso, é preciso garantir avaliações de desempenho que assegurem que os professores que entrem tenham qualidade e que mantenham o padrão durante o percursos. "Há uma questão da imagem do professor, mesmo que haja muita necessidade não podemos simplesmente abrir a toda gente porque nem toda gente dá para isso", afirma. David salienta como é complexa a atividade docente para formar um cidadão completo, com as literacias de base, em especial com um cenário social e tecnológico em evolução tão rápida. Perguntamos sobre a estratégia de aumentar as turmas para lidar com o deficit de professores, ao que respondeu que também concorda que nem todas as disicplinas podem ser ministradas com êxito em turmas grandes e que o aumento das turmas ocorreu em poucas escolas. Contudo, destaca que, de todo modo, ter turmas um pouco maiores não compromete a qualidade da educação, porque há que se adaptar e mudar as estratégias de ensino de acordo com a turma que se tem. David enfatiza a necessidade de gerir os recursos e reconhece: o maior desafio é conseguir atrair, com urgência nos próximos anos, professores para os dois terços do território que carecem dessa mão de obra. Como atrair os jovens é a questão de um milhão de euros nesse momento! Certo é que, ao investir anos de estudo em uma carreira, o que se quer é sentir-se valorizado, respeitado e necessário. Vamos a isso! Esse blog é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa, no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • BAGOS D´OURO INVESTE NO POTENCIAL DA REGIÃO DO DOURO ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

    O acompanhamento a longo prazo muda a perspetiva dos alunos, dos familiares e impacta diretamente em sala de aula Região agrícola às margens do rio D´Ouro. Fonte : https://viajoteca.com/douro-portugal Nas regiões mais desfavorecidas do D´Ouro, estudar é um desafio. Os recursos são escassos para transporte, alimentação, ou até mesmo para que os alunos tenham um lugar e iluminação adequados para dedicar-se. As dificuldades impactam no valor atribuído à educação pelas famílias, que muitas vezes possuem percursos escolares curtos. Neste cenário, o olhar amoroso para os filhos dos trabalhadores da região motivou a criação da Associação Bagos D´ Ouro . A associação parte da premissa de que a educação é a principal ferramenta para transformar realidades sociais e econômicas e para que o Douro desenvolva todo o seu potencial, os filhos da terra precisam de atenção de qualidade de diferentes atores sociais. Nessa lógica, cada miúdo importa e a Bagos já impacta jovens das escolas de sete concelhos da região. O apoio transmite ao estudante sua importância e evidencia que a sociedade local acredita em seu potencial. Essa estratégia tem se mostrado eficiente em ampliar os horizontes dos jovens. Leonardo Garcia e Luis Ribeiro são dois exemplos dessa mudança de perspetiva. Ambos não conseguiam sequer imaginar a possibilidade de cursar uma universidade antes de receber o apoio da Bagos D´Ouro , como explicam: Já Maria Valado, hoje com 21 anos, licenciada e a cursar o mestrado de ensino para o primeiro ciclo do ensino básico e história e português para o segundo ciclo, sempre sonhou em ser professora, mas o sonho exigira muto sacrifício de seus pais. Muito além do apoio financeiro ou da ajuda prática nos estudos, Maria destaca que o projeto deu-lhe ferramentas para construir sua segurança emocional, essencial para o fitiro nas salas de aula : O trabalho é desafiador. Leonardo, hoje professor, contou ao #Nem1SemProfessor que foi preciso vencer a desconfiança inicial quando foi selecionado para ser apoiado pela Bagos D´Ouro. Ele, que tinha dificuldades em relacionar-se, explica como tudo na escola mudou : O projeto envolve intervenções também junto às famílias e à escola. O acompanhamento é realizado por psicólogos em colaboração com professores, técnicos sociais e outras instituições e acontece ao longo dos anos da vida escolar do aluno apoiado. Este trabalho é feito com uma proximidade singular, garantindo que cada criança ou jovem receba o apoio necessário para desenvolver o seu percurso educativo até a inserção no mercado de trabalho. Maria Valado lembra que a relação com psicóloga fez toda a diferença em quem ela é hoje. Os alunos participam ativamente através de compromissos anuais, onde estabelecem metas concretas para o seu desenvolvimento. Este processo promove o envolvimento direto dos jovens com a sua própria trajetória, por aumentar a confiança e o sentido de responsabilidade. Além das atividades escolares, os estudantes realizam atividades artísticas, ao ar livre, ligadas à identidade do Douro. Bagos D’Ouro expõe em Armamar projetos artísticos de crianças e jovens apoiados pela instituição Fonte: Divulgação A associação trabalha para que cada criança e jovem tenha a oportunidade de tornar-se um adulto bem-sucedido, a contribuir para o desenvolvimento da sua comunidade. Luís conta que seu apego ao rural e ao antigo, às histórias "de antigamente" da bisavó foi forte determinante na escolha por lecionar história. O que diz Luís, faz jus ao lema da associação: "Que as grainhas de hoje sejam os Bagos D´Ouro de amanhã ." O Douro terá, com certeza, dezenas de bons jovens profissionais, comprometidos, responsáveis e bem preparados. No caso dos nossos dois entrevistados, Luís e Leonardo, Portugal ganha dois novos professores . Já seria isso uma vitória para o país, mas é ainda maior: eles voltam para a sala de aula com um olhar mais humanizado, porque viveram a transformação que o interesse real nos alunos pode provocar. Siga o #Nem1SemProfessor  no  Facebook .  Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Também pode assinar nossa newsletter   para não perder nenhum novo conteúdo. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • MISSÃO ESCOLA PÚBLICA ACREDITA QUE HÁ MEIOS DE REVERTER A CRISE DOCENTE DO PAÍS

    Além dos problemas de quem já está em sala de aula, Cristina Mota destaca que é preciso reverter as discrepâncias entre licenciaturas e mestrados que dificultam a formação de novos professores. Assalto ao aeroporto. Foto Helena Silva O Missão Escola Pública têm desempenhado um papel central para amplificar a voz da classe docente e refletir sobre a qualidade da educação em Portugal. Desde sua criação, o movimento tem organizado ações públicas, palestras e colóquios, visando sensibilizar a sociedade e pressionar as entidades governamentais. Entre as estratégias, estão intervenções urbanas como o "Assalto ao aeroporto", registrado na foto acima. Atualmente, o movimento utiliza redes sociais e encontros presenciais para mobilizar a classe docente e promover debates, complementando as ações sindicais. Apesar de ser amplamente reconhecida como essencial, a profissão de professor em Portugal tem perdido prestígio ao longo das últimas décadas. Esse processo não tem acontecido aleatoriamente, mas faz parte de escolhas de políticas públicas que enfraqueceram a autonomia e o papel dos professores. Resumidamente, o Missão Escola Pública defende que é necessário valorização salarial, redução da burocracia e melhoria das condições de trabalho para atrair novos profissionais e reter os atuais, mas consideram que há ações práticas que podem reverter a crise. Para suprir a falta de professores, uma opção que chegou a ser sugerida pelo Missão Escola Pública foi o retorno dos diretores às salas de aula. A proposta faz parte de um projeto maior de revisão do modelo de gestão escolar . Cristina Mota destaca também a importância do combate à indisciplina e apoio psicológico , com suporte de psicólogos e especialistas para melhorar o ambiente escolar. Terminadas as perguntas sobre a situação dos profissionais na ativa, o #Nem1SemProfessor quis saber sobre como o Movimento percebe a atratividade da profissão aos jovens. A resposta foi dar atenção aos investimentos na formação docente. Em entrevista com Isabel Flores, aqui no Observatório , destacamos a necessidade de novos cursos de formação, mas Cristina Mota destaca outro ponto de atenção: há discrepâncias entre as licenciaturas e mestrados , que dificultam a formação de professores qualificados. Cristina destaca também que a luta por uma escola pública de qualidade transcende a classe docente. Trata-se de uma questão democrática, que garante igualdade de oportunidades e a formação de cidadãos críticos e conscientes. Para isso, é necessário um compromisso coletivo entre governo, sociedade e profissionais da educação. A defesa da escola pública e da valorização dos professores é, antes de tudo, uma luta por um futuro melhor para todos: uma verdadeira AULA do exercício da cidadania. O #Nem1SemProfessor tem tido a preocupação de trazer diferentes visões sobre as questões da educação no país. Você encontra as demais entrevistas na seção Panorama Educação deste site. Siga o #Nem1SemProfessor  no  Facebook .   Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Também pode assinar nossa newsletter   para não perder nenhum novo conteúdo. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • "CONTAS À VISTA" A PREPARAR PROFESSORES E JOVENS PARA A SEGURANÇA FINANCEIRA

    Projeto de formação em literacia financeira aborda IRS, fundo de emergência e administração de recursos com quase 3 mil alunos e forma dezenas de professores pelo país Saber lidar com os recursos que tem, prever emergências, planejar suas metas e manter as contas organizadas é um desafio mesmo para muitos adultos. Contudo, em 2024 quase três mil alunos e dezenas de professores em Portugal já têm essa formação essencial para construir um futuro financeiro mais seguro através do projeto Contas à Vista. Criado em parceria com o Banco Santander e sua fundação, o programa de formação em literacia financeira, executado pela Mentes Empreededoras, surgiu da necessidade de capacitar jovens para lidarem com os desafios financeiros da vida adulta. Ao #Nem1SemProfessor, Afonço Mendonça, líder do projeto, explicou que os próprios jovens admitiam a necessidade desses conhecimentos para iniciar a vida com tranquilidade. Como funciona o Contas à Vista? O programa consiste em quatro workshops interativos , que abordam temas como: Diferenças entre salário líquido e bruto, IRS e segurança social. Gestão de rendimentos e despesas. Poupança e criação de fundos de emergência. Regras de finanças pessoais, como a fórmula 50-30-20. Conceitos básicos de crédito e investimentos. Capacitação de Professores O projeto começou por formar alunos, mas agora um dos diferenciais do Contas à Vista é o foco na formação de professores. A equipe do projeto oferece suporte contínuo, por acompanhar a implementação das atividades e por garantir que os educadores sintam-se confiantes em transmitir os conteúdos. Essa abordagem fomenta a sustentabilidade do programa e permite sua replicação em um número crescente de escolas. Impacto Social O projeto visa não apenas preparar os jovens para gerirem seu dinheiro, mas também contribuir para a sua liberdade financeira e realização pessoal , capacitando-os a tomar decisões informadas sobre suas vidas. O Contas à Vista é um exemplo claro de como parcerias entre instituições privadas e educadores podem criar soluções práticas para a educação e colaborar para diminuir problemas sociais. Convite aos Educadores No primeiro ano de atividade, 2022, o projeto atendeu 910 alunos, em 50 turmas, de 18 escolas, em dez municípios portugueses, de acordo com o Relatório da Fundação Santander Portugal. De lá para cá, o "Contas à vista" só fez crescer. No ano letivo de 202, saiu dos 2000 para quase 3000 alunos beneficiados. Isso só é possível com a capacitação de novos docentes. Por isso o projeto está aberto permanentemente à inscrição de professores e escolas. O contato pode ser feito diretamente no site das Mentes Empreendedoras , entidade coordenadora do programa. Para receber informações sobre oportunidades para os professores e agrupamentos, siga o #Nem1SemProfessor  no  Facebook e no Instagram . Participe por compartilhar com outros educadores ou mande sua sugestão de alguma ação que conhece. Também pode assinar nossa newsletter   para não perder nenhum novo conteúdo. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • AS LIÇÕES DO PRÉMIO SONAE PARA MELHORES PRÁTICAS EM PROJETOS DE EDUCAÇÃO NO PAÍS

    Cerimônia de premiação trouxe uma análise dos desafios da educação, a apresentação de estratégias para criar um projecto de educação com impacto e a importância de implementar avaliações sistemáticas. Construir uma sociedade com menos desigualdades no contexto contemporâneo requer identificar os privilégios e trabalhar por equidade. Esse esforço envolve necessariamente melhores práticas na educação. O #Nem1SemProfessor foi criado para reunir iniciativas que evidenciem que a sociedade valoriza, respeita e promove a educação e a carreira docente. Esse propósito alinha-se com o que presenciamos na cerimônia do Prémio Sonae 2024: O ex-ministro da educação e professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, David Justino apresentou aos presentes um panorama da educação no país. Trecho capturado durante a transmissão do Público e disponível na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI Há uma percepção de que, para além de elogiar o papel dos professores, é necessário garantir condições para que a escola e os docentes sejam mais valorizados socialmente e respeitados. Essa valorização não depende apenas de discursos, mas de medidas concretas para elevar a profissão. Premiar, dar meios materiais, apoiar projetos que promovam excelência na educação, é sem dúvida, uma medida concreta, porém há mais a ser feito e outros atores sociais estão envolvidos. David Justino alertou para a proletarização  dos professores, que afeta não só a remuneração, mas o status social da profissão em comparação com outras carreiras de relevância. A falta de professores é apenas o lado numérico, o mais óbvio dos desafios que a educação precisa enfrentar. Contudo, essa emergência não pode ser solucionada com falta de seletividade no recrutamento, compromentendo a qualidade do aprendizado.  O professor destacou ainda que a formação inicial de professores  também passou por uma deterioração e que é necessário qualificação para atrair e preparar melhor os profissionais. Muito se fala da qualidade do ensino, contudo a preocupação deveria ser a qualidade da aprendizagem: Trecho capturado durante a transmissão do Público e disponível na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI David também ressaltou que estudos como os desenvolvidos pelas neurociências  devem ser usados para entender melhor o aprendizado dos alunos, ainda mais em um contexto de complexidade social  advinda da diversidade cultural e de novos fluxos migratórios. Como já havia dito ao #Nem1SemProfessor no início do mês: Não conheço uma pessoa ignorante que seja competente. David repetiu: é preciso valorizar o conhecimento no currículo para formar pessoas competentes e cultas. Temos muita informação para pouco conhecimento. Trecho capturado durante a transmissão do Público e disponível na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI A respeito da tecnologia , David destacou que não resolve ter equipamentos em escolas que não têm estrutura, não tem rede. Além disso, a tecnologia não pode ser demonizada, nem adotada sem restrições, como solução para tudo, todavia, deve ser implementada com estratégia, como ferramenta para alunos habilitados a fazer associações temáticas, articulação de ideias, questionamentos. Por fim, é enfatizada a necessidade de construir um novo perfil de professor , apoiado por uma formação inicial e contínua sólida, de promover a profissionalização e o reconhecimento social e econômico da docência. A educação em Portugal avançou consideravelmente nas últimas décadas, com reduções significativas nas taxas de abandono escolar e melhorias nas infraestruturas e na escolaridade média, mas ainda enfrenta desafios fundamentais para continuar progredindo. Quem pretende ter um projeto de sucesso na área de educação, precisa estar atento a como aferir seus resultados. Neste campo, Paulo Teixeira, sociólogo e especialista em avaliação de impacto, agregou com sua apresentação sobre como desenvolver projetos com impactos mensuráveis. O que é preciso avaliar? De que modo? Trecho capturado durante a transmissão do Público e disponível na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI Paulo ressaltou a importância de discutir conceitos e ter uma linguagem comum ao determinar os indicadores de impacto, de definir uma abordagem sistêmica na avaliação, eleger metodologias e etapas para desenhar a avaliação de impacto em um projeto. "O que é preciso para que um projeto tenha impacto?" foi o tema que norteou a conversa com Pedro Freitas (Nova SBE, Universidade de Oxford); Assunção Flores (Universidade do Minho); Nuno Comando (Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), moderado pela jornalista Andreia Sanches. A moderadora destacou as conquistas do país em manter os jovens na escola e o desafio do impato das desigualdades nas aprendizagens. Ao questionar os convidados sobre como um projeto pode ganhar escala, por adaptar-se a geografias e a contextos, Andreia obteve como resposta de Pedro Freitas que é preciso perceber que existem muitos projetos de educação, mas os dados de aprendizagem estão estagnados, porque há problemas de implementação. É preciso prever a qualidade de cada uma das interações previstas no desenho dos projetos, tendo em vista que os microdetalhes do contexto e da implementação é que garantem o impacto. Esses detalhes, ao escalar um projeto, podem perder-se, o que compromete os resultados. Nuno Comando explicou que mesmo uma boa ideia pode começar de um lugar de privilégio em que não se conhece de fato o chão da escola, os professores, o que os rodeia. Assim, por conhecer o contexto, é possível desenhar um projeto com variações que permitam adaptar-se onde pretende-se intervir. Assunção Flores destacou o protagonismo de professores e alunos para construir o sentido e a mais-valia dos projetos. Trecho capturado durante a transmissão do Público e disponível na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI O evento trouxe cases de projetos de sucesso e o depoimento dos dois últimos vencedores do prémio Sonae. O #Nem1SemProfessor trouxe esse resumo para o Panorama da Educação, mas há muito mais a ser assistido se assim o quiser. A programação está disponivel na íntegra no site do Jornal Público, através do link https://www.youtube.com/watch?v=3TQ4ucSTSGI . Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

  • INCREMENTE O ENSINO COM OS RECURSOS DA CASA DAS CIÊNCIAS

    Mais de 2000 recursos pedagógicos, podcast de História das Ciências, eventos científicos para manter a formação em dia e oportunidades de publicação. Uma tabuada de animais , um pantógrafo , a explicação sobre o movimento de um paraquedista ... Conteúdos dos diferentes ciclos, de professores para professores, com a curadoria de especialistas que garantem a relevância dos conteúdos para a prática pedagógica! A plataforma da Casa das Ciências inclui materiais que cobrem diversas áreas científicas, como matemática, biologia, química, física e geologia. O acesso é livre e gratuito. Há materiais que já foram descarregados mais de 12 mil vezes! Entretanto, a coleção de recursos está sempre a crescer e por isso vale investir algum tempo em buscar o que há de novo na sua área de interesse. Contudo, além do conhecido Portal de Recursos Educativos, os professores podem encontrar na Casa das Ciências outras opções de fonte de conteúdo, além de espaço para publicarem seus trabalhos. O #Nem1SemProfessor conversou com o Professor e Coordenador da Casa das Ciências, João Nuno Tavares, que explicou cada um dos recursos disponíveis. A Wikiciências é uma solução colaborativa que permite a criação e edição de conteúdos científicos, especialmente voltado para países de língua portuguesa. Entrevista concedida em novembro de 2024 O Banco de Imagens da Casa das Ciências pode ser útil para os professores, mas também pode aproximar os alunos de outros conteúdos do site e despertar novos interesses. Quem gosta de fotografia, por exemplo, tem a opção de submeter imagens para publicação no portal. Há também oportunidade de publicação na Revista de Ciência Elementar que busca discutir diferentes aspectos das ciências de forma acessível. Os textos têm conteúdo acadêmico, escritos de modo a serem de fácil compreensão, voltados tanto a educadores quanto a alunos. Perceba como são as submissões: Entrevista concedida em novembro de 2024 A Comissão Editorial inclui professores das universidades do Porto, Aveiro, Coimbra e Lisboa. A Casa das Ciências também investe em novas mídias. O mais recente formato de divulgação científica é o Podcast Educativo História(s) da Ciência . Disponível nas plataformas de streamming Entrevista concedida em novembro de 2024 Além dos recursos digitais, a Casa das Ciências realiza seminários e palestras , como o recente ciclo sobre Filosofia e História das Ciências, que promove debates enriquecedores e proporciona formação continuada aos professores. As iniciativas da Casa das Ciências vão muito além do simples fornecimento de materiais. Elas promovem a valorização da profissão decente por zelar pela qualidade da formação dos professores, eferecer apoio e material pedagógico de excelência. Desde 2017, a Casa das Ciências conta com o financiamento estrutural do EDULOG - Fundação Belmiro de Azevedo. Essa plataforma é parte da investigação “Nas redes pela educação: comunicação estratégica a serviço da cidadania”, financiado por fundos da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa., no âmbito do projeto 2023.01746.BD .

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